Upgrade e Update do Windows Server 2016

Ontem a noite (12/10/2016) a Microsoft disponibilizou as midias do Windows Server 2016 Standard e Enterprise para os assinantes MSDN e clientes de volume pelo VLSC.

Essa nova versão traz diversas novidades, como Storage distribuido (similar ao VMWare VSAM), novas features para o sistema operacional.

Na página https://www.microsoft.com/pt-br/server-cloud/products/windows-server-2016/default.aspx#MenuItem3 é possivel ver todas as funcionalidades novas e tambem documentação.

Importante notar que diferente do Windows 2012 R2, o Windows 2016 volta a ter diferenças de recursos entre a versão Standard e Datacenter!!!

Update Pós Instalação

É importante que junto com a midia de instalação tambem baixe o Cumulative Update 1:

https://support.microsoft.com/en-us/kb/3194798

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É isso mesmo, a midia final ficou disponivel junto com o primeiro Cumulative Update. O motivo é que a disponibilização das mídias Technical Preview geraram dados para novas correções, e estas foram incluidas no CU1.

Upgrade De Versões 2012 R2 e Technical Preview

É possivel fazer o upgrade a partir das versões 2012 R2 normalmente, em qualquer tipo de instalação.

Para quem já havia instalado algum TP é possivel fazer o upgrade direto, porem apenas para a versão com Desktop Experience instalado.

Outros casos podem ser consultados em https://technet.microsoft.com/windows-server-docs/get-started/supported-upgrade-paths

No exemplo abaixo, o resultado de upgrade de um servidor em Cluster Hyper-V que possui Storage Spaces com RAID, discos SSD e diversas VMs em execução:

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Problemas no Upgrade

Assim como nas versões anteriores, caso ocorra um erro durante o upgrade é possivel reverter ao estado anterior sem problemas.

Porem, diferente de um sistemas operacional cliente (Windows 10) essa reversão não é possivel após o upgrade estar finalizado.

Software Asset Management (SAM) com System Center Configuration Manager–Windows Desktop e Office (Part V)

Neste quinto artigo sobre como utilizar o SCCM para falar de SAM (Software Asset Management) vamos iniciar a leitura de relatórios envolvendo os dados de Windows desktops (client) e Office.

Para lembrar da nossa pauta e a agenda dos itens, use o link de introdução: http://www.marcelosincic.com.br/post/Software-Asset-Management-(SAM)-com-System-Center-Configuration-Manager.aspx

Introdução

O licenciamento que envolve o Windows cliente e o Office não são difíceis de serem interpretados. Basicamente o cálculo é feito por somar as versões e edições instaladas e comparar com o licenciamento que a corporação possui.

No caso de licenciamento para clientes é mais importante entendermos os diferentes tipos de licenciamento para os produtos envolvidos, para não cair nas “pegadinhas”.

 

Windows

OEM

O licenciamento do Windows normalmente não é comprado em contrato, pois a maioria compram os computadores com a licença de OEM. A maior dificuldade em caso de uma auditoria ou a gestão de ativos de software para OEM é o fato de ter que manter todas as notas fiscais. E se a licença for FPP (caixinha) é necessário ter colado a etiqueta na maquina (COA) e guardar a caixinha enquanto aquela maquina estiver com o SO comprado.

Referencia: http://windows.microsoft.com/pt-br/windows/genuine/business#T1=tab01 

E quando o cliente não possui as notas fiscais ou a caixinha? 

Neste caso é necessário pagar o licenciamento GGS, GGK ou GGWA (regularização) para cada máquinas que não tenha a nota fiscal. O valor da licença de regularização é muito similar a uma licença FPP mas tem possibilidade de contrato por volume facilitando o controle já que não precisa ter a etiqueta colada na maquina.

Também é possível comprar o licenciamento do Windows por meio de contratos, por exemplo no EA (Enterprise Agreement), EAS (Enterprise Agreement Subscription), MPSA (Microsoft Products and Services Agreement) ou em licenciamento online de Office 365 com o ECS (Enterprise Cloud Suite).

Observação: Em futuros artigos iremos abordar os diferentes tipos de contratos https://www.microsoft.com/en-us/Licensing/licensing-programs/enterprise.aspx

Nos casos de contrato EA, EAS e MPSA o licenciamento pode ser os de regularização já citados ou utilizar um bundle de licenciamento chamado ProDesk que incluir Windows, Office e CoreCal a um valor menor quando comprados separadamente.

Windows Enterprise e VDA

No caso de licenciamento e o ProDesk pode-se adquirir o Windows Enterprise que possui algumas características importantes, por exemplo o MDOP que é um conjunto de ferramentas (App-V, MBAM - Bitlocker Manager, AGPM) que são garantidos pelo SA (Software Assurance).

O VDA (Virtual Desktop) são as maquinas virtuais que existem no ambiente. Não podemos pegar o licenciamento de maquinas cliente e alocar para uma VM, exceto no caso de Windows Enterprise. Nos outros casos é necessário comprar uma licença VDA para cada VM de Windows Client que for inventariada.

Referencia do Enterprise com SA: https://www.microsoft.com/en-us/Licensing/licensing-programs/software-assurance-by-product.aspx#tab=2

Upgrade para Windows 10 (29/Julho/2016)

O Upgrade para Windows 10 pode ser feito até 29/Julho em qualquer uma das modalidades de compra, principalmente OEM. Os clientes pode fazer o upgrade e continuar licenciado.

Qual a diferença de alguém que fizer o upgrade após a data programada?

A ativação automática do Windows 10 só é possível com chaves licenciadas e OEM até esta data. Caso não faça o upgrade no prazo, as maquinas não conseguiram ativar e será necessário comprar uma nova licença ou retornar a anterior.

Direito de Downgrade

A página https://www.microsoft.com/pt-br/licensing/learn-more/brief-downgrade-rights.aspx traz o link para download de detalhes dos direitos de downgrade do SO:

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Microsoft Office

Assim como Windows o Office pode ser comprado em OEM, FPP, Get Genuine (GG) e contratos de volume, valendo as mesmas regras anteriores.

Para não cair na repetição, vamos abordar o que temos de diferente em relação do Windows Client.

Direitos de Downgrade

O mesmo documento já especificado no Windows determina o direito de downgrade para o Office:

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O direito de downgrade vale apenas para a versão e não para a edição, ou seja posso utilizar o Office 2010 Standard se tenho a versão 2013 Standard, mas não posso comprar a Professional e utilizar a Standard.

Office 365 Online

As diversas edições do Office 365 online não servem para licenciar as versões instaladas nos desktops.

É importante que no caso de clientes que possuem licenças de Office para legalizar e compraram o Office 365 ProPlus (separado ou como parte do ECS, E3 ou E5) que sejam desinstaladas as versões full.

O motivo é que as versões full de Office são ativadas com uma chave serial e são perpetuas, enquanto as versões Office 365 são validadas com a conta do usuário Microsoft ID e quando a assinatura expirar param de funcionar como seria o correto. No caso de clientes que tentaram comprar a versão online e estão utilizando a full, não ocorrerá a expiração e por isso é necessário o upgrade.

 

Licenciamento por Device ou User

O Office e Windows permitem os dois tipos de licenciamento, sendo o mais correto definido pelo perfil de uso.

No caso da maioria dos clientes utilizamos Device já que contamos as maquinas e atribuímos uma licença para cada computador. Porem, no caso de ambiente com Office 365 o licenciamento é por usuário e precisa-se entender a diferença e como contar.

Para licenciamento por usuário precisamos contar quantos usuários no AD não são administrativos ou maquinas e comprar o licenciamento.

O licenciamento por usuário tem vantagem no caso do ambiente em que um mesmo usuário utiliza dispositivos móveis para acessar a sua conta de correio, já que inclui até 5 dispositivos para cada usuário.

O licenciamento por dispositivo tem a vantagem de não ser necessário controlar usuários e podermos ter maquinas compartilhadas, já que na grande parte dos ambiente existem mais usuários que máquinas.

Manter ambientes com os dois tipos de licenciamento (Device e User) é possível mas complexo de controlar. Precisa-se neste caso contar e ter controlado qual maquina tem a licença de dispositivo e os usuários que estão utilizando licença por usuário.

Para saber quantas licenças de usuário teriam que ser compradas caso este seja o volume esperado, pode-se usar o relatório do Asset Intelligence que vimos nos artigos anteriores, principalmente os que indicam maquinas compartilhadas (Shared Computer) e o que indica o usuário primário para cada computador.

 

Conclusão

O licenciamento de Windows e Office não são tão complexos, mas exigem atenção pelo volume, principalmente o Office Professional que tem um custo elevado.

Referencia Geral: https://www.microsoft.com/en-us/Licensing/product-licensing/windows10.aspx

Volume de Storage Space não Remonta no Boot

Um problema recorrente que temos agora que diversos clientes passaram a usar o Storage Space para montar volumes RAID é ele não retornar montado quando a máquina é reiniciada.

SINTOMA

Todas as vezes que um servidor que tem discos configurados a partir do Storage Spaces do Windows 2012, é necessário ir em Volumes e refazer o Attach do disco.

No Server Manager, configuração de volumes do Storage Space abaixo, na coluna de warnings aparece um aviso amarelo, indicando que o disco está ok e com o botão direito acessamos o Attach e ele retorna a aparecer no servidor com a mesma configuração e letra definidos originalmente.

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CAUSA

Quando um Storage Space é montado, uma das opções que se pode definir pelo PowerShell (é automático na GUI Server Manager) é o IsManualAttach que deverá estar em True.

Quando o disco é movido de um servidor para outro ou redefinido por adição de disco o Manual Attach retorna ao padrão que é False.

SOLUÇÃO

A solução é muito simples, utilize o PowerShell abaixo para listar os volumes que estão como manual:

get-virtualdisk | where IsManualAttach

Será gerada uma lista como a copiada abaixo, onde pode-se ver que o IsManualAttach está habilitado:

Capturar

Utilizando o nome do disco, que é o nome que aparece no Windows Explorer, você pode desativar o attach manual:

Set-VirtualDisk –FriendlyName RAID-VMs -IsManualAttach $False